terça-feira, 9 de agosto de 2011

Recém-nascida morre no DF após demora por vaga em UTI, dizem pais

09/08/2011 10h38 - Atualizado em 09/08/2011 16h00

Apesar de ordem judicial, criança só conseguiu vaga após 3 dias, afirmam.
Hospital nega negligência e diz que bebê foi transferido na data determinada.

Do G1 DF , com informações do Bom Dia DF
Os pais de um bebê prematuro que morreu 11 dias após o nascimento acusam o Hospital Regional do Gama, no Distrito Federal, de não prestar atendimento adequado à criança. Segundo os pais, o hospital demorou em providenciar vaga em UTI neonatal, apesar de determinação judicial. O hospital nega que tenha havido negligência.
A menina nasceu no oitavo mês de gestação, de parto normal. Os pais dizem que ela foi levada para o quarto logo após nascer, mas só foi visitada por um médico após três dias. "Passava só enfermeira. No domingo foi que passou um pediatra lá que foi que viu a situação dela e falou que ela tinha que ir para o berçário imediatamente", disse a mãe, Teresa Araújo.
A menina foi levada para uma incubadora no berçário. Os médicos teriam dito que ela necessitava de uma UTI, mas não havia vaga na rede pública. O casal entrou então com uma ação na Defensoria Pública para assegurar atendimento ao bebê, mas só conseguiu uma vaga após três dias, no Hospital de Base, em Brasília.
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No hospital, a criança foi diagnosticada com uma série de problemas graves."Eles deram má-formação no coração, os rins estavam com o funcionamento muito fraco, o pulmão estava seco e o fígado, inchado", afirmou o pai da criança, o cozinheiro Antônio Gonçalves. A menina morreu no dia 2 de agosto.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que tem 66 leitos de UTI neonatal, contando os espaços próprios nos hospitais da rede pública e os contratos com entidades privadas. A demanda é de 10 a 12 atendimentos por dia.
A médica neonatologista Olga Oliveira reassalta a importância do exame pré-natal, que pode diagnosticar problemas no bebê antes mesmo do nascimento, mas diz que se a criança tivesse um atendimento mais rápido, poderia estar viva. "Teria mais chance, porque se ela precisa de material mais espeífico, atendimento de especialista mais intensivo, é claro que ela precisa da vaga."
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que a criança foi inscrita na central de regulação de intermação pelo Hospital Regional do Gama e que permaneceu internada na unidade semi-intensiva recebendo tratamento adequado. A secretaria informou ainda que a criança foi transferida para um leito de UTI na data da decisão judicial.

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