terça-feira, 9 de agosto de 2011

Secretário-executivo do Turismo é preso pela Polícia Federal

Operação Voucher tem por objetivo combater o desvio de recursos por emendas parlamentares

Severino Motta, iG Brasília | 09/08/2011 09:32 - Atualizada às 11:57
Secretário-executivo do Turismo é preso pela Polícia FederalOperação Voucher tem por objetivo combater o desvio de recursos por emendas parlamentares
 

Foto: AE
Secretário-executivo da pasta, Costa é um dos alvos de 38 mandados de prisão da operação
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira uma operação no Ministério do Turismo que resultou na prisão de 38 pessoas, entre elas o secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da Costa.
A relação de presos inclui ainda o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins, e o ex-presidente da Embratur Mário Moysés. Ligado à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, Moysés foi secretário-executivo da pasta durante a gestão do ex-ministro Luiz Barreto.
Apelidada de Operação Voucher, a ação foi realizada em conjunto com o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal. Os envolvidos serão indiciados por formação de quadrilha, peculato e fraudes em licitação. As penas para tais crimes podem chegar a 12 anos de reclusão.

Segundo a PF, o objetivo é combater o desvio de recursos realizados por meio de emendas parlamentares.  No total, foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão.
A PF informou, por meio de sua assessoria, que após a realização das prisões divulgará mais detalhes da investigação e o motivo das prisões. Procurada pela reportagem, a assessoria do Ministério do Turismo, por sua vez, disse desconhecer a ação da PF e afirmou que vai se pronunciar sobre o assunto no período da tarde.
A operação envolveu cerca de 200 policiais federais, divididos em São Paulo, Brasília e Macapá. Em Brasília, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e cinco de prisão temporária. Os presos em São Paulo e Brasília foram recambiados para o distrito de culpa (Macapá).

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